Ter Velox no Amapá é pagar os custos de Operação da OI.
A Empresa de telefonia milionária assinou contrato com o governo federal para explorar o serviço em bandas. Neste mapeamento entram os filés como as grandes capitais e os gargalos como é o caso do Amapá que é uma ilha e não pode ser interligado por enquanto por fibra ótica. Na hora de explorar o serviço veio a promessa de que o Brasil apesar das distâncias continentais teria um grande avanço nas telecomunicações.
Amapá:
300 kbps: 219,00
600 kbps: 429,00
Pará:
300 kbps: 29,90
600kbps: 39,90
Rondonia:
300 kbps: 39,90
600kbps: 49,90
Roraima:
300 kbps: não tem
600 kbps:39,90
1 mega: 69,90
Passeando pela Net encontrei um artigo muito interessante equiparação de preços por meio judicial. Aconteceu na Bahia. Movimentos sociais do Amapá podem seguir o exemplo.
"O Mãos Limpas" parece ser bem guerreiro para este tipo de briga. O resto fica com a justiça do Amapá.
Matéria publicada no jornal A Tarde: "Justiça obriga Oi a ajustar preços"
Em 02/07/2009
Thais Rocha
A TARDE
A Justiça baiana determinou que a Oi Velox baixe os preços dos seus serviços de internet, equiparando os valores cobrados na Bahia ao praticado em outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. A empresa tem 60 dias para cumprir a decisão da liminar assinada pela juíza Marielza Brandão e publicada no último dia 30 de junho no Diário Oficial da União. A decisão foi a resposta da Justiça para a ação movida pelo Instituto de Estudos e Ação Pela Paz com Justiça Social (Iapaz), que tem como presidente o deputado estadual Álvaro Gomes (PC do B).
Na decisão, a juíza define que a cobrança seja feita de maneira ?uniforme, de acordo com os parâmetros tecnológicos em que cada Estado possui?. Álvaro Gomes conta que, na ação, o Iapaz apresenta um estudo técnico assinado pelo Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Crea-BA) demonstrando que os recursos tecnológicos utilizados para a prestação deste serviço na Bahia são equivalentes aos utilizados em outros locais do País, embora aqui a velocidade de conexão seja menor e o preço maior.
"Quando entramos com esta ação, em 2007, a mensalidade do serviço de internet banda larga na Bahia custava R$ 159 mensais para a velocidade de um mega, enquanto nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, a empresa cobrava R$ 34 para conexão com velocidade de dois mega", comenta Álvaro Gomes. A liminar também determina que na Bahia o serviço deve ser prestado com a mesma qualidade e velocidade oferecidos aos demais estados, sem distinção.
A ação do Iapaz também questiona a oferta do serviço de internet apenas em alguns bairros. Sobre esta questão, a decisão da juíza é para que a empresa ofereça o mesmo serviço em todos os bairros de Salvador, promovendo a medidas cabíveis para a sua execução. A liminar define que a empresa tem 60 dias, a partir do dia da intimação, para atender às determinações judiciais. Caso contrário, será cobrada multa diária no valor de R$ 3 mil.
A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), a advogada Maria Inês Dolci diz que há como interferir nos preços praticados por uma operadora. "O que uma ação pode provar é que o preço é abusivo quando não é oferecida a velocidade contratada", explica.
Ela conta que uma ação semelhante está em tramitação na Justiça paulistana contra a internet 3G oferecida pela mesma operadora. Neste caso, a empresa não se compromete a oferecer a velocidade contratada. "Isso sim configura prática abusiva e onerosidade excessiva", disse Maria Inês Dolci.
Sobre a liminar publicada pela Justiça da Bahia, a Oi enviou comunicado, por e-mail, informando que ainda não foi notificada sobre a decisão e que a empresa não comenta ações em andamento. A operadora tem o direito de recorrer da decisão da juíza e tentar cassar a liminar, mas, enquanto isso, deve atender à determinação judicial.
No site da empresa, o serviço Velox de internet banda larga possui valores e pacotes diferentes em cada Estado. Na Bahia, Ceará e Pernambuco, por exemplo, ele só é vendido em conjunto com o pacote Fale mais, que oferece 5 mil minutos de conversação em ligações entre telefones fixos e custa R$ 102,76 por mês.
No Rio de Janeiro e Minas Gerais, capitais que tiveram seus preços comparados na ação movida pelo Iapaz, a mensalidade é de R$ 55,12 e R$ 55,26 respectivamente. Mas, nestes Estados, o serviço não dá direito às ligações. O Rio Grande do Norte e Sergipe são os Estados que possuem as franquias mais altas para o serviço Velox. A mensalidade custa R$ 169,90 sem a franquia para o serviço de telefonia fixa.
A advogada Maria Inês Dolci lembra, também, que cada Estado tem uma política própria de cobrança fiscal, o que pode alterar os valores do serviço prestado de acordo com cada Estado ou região do País.
Tabela: a tabela abaixo (dados de 2007) foi utilizada na ação judicial e ilustra bem a disparidade de preços:
http://img140.imageshack.us/img140/863/velox.jpg
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