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| foto:macelino.blogspot.com |
A greve iniciou oficialmente nesta terça-feira. Mas os alunos da maioria das escolas públicas do estado estão com as aulas suspensas desde a última quarta-feira, quando foi iniciada a paralisação de advertência. Neste período Sindicato dos Servidores em Educação e Governo do Estado travaram quatro rodadas de negociação. Por enquanto sem avanços. Os professores reivindicam a equiparação do piso salarial estadual ao nacional, no qual teriam um ganho real de dezesseis por cento. O estado só concedeu um reajuste de três por cento na data base da categoria, em primeiro de abril.
O secretario adjunto da Seplan, Luis Afonso Picanço, explica que as negociações continuam, mas neste momento é impossível atender as reivindicações do sindicato. Um recadastramento no funcionalismo público pode garantir economia na folha de pagamento orçada este ano em trezentos e onze milhões de reais. Vão ser verificadas distorções salariais. Na área da educação, por exemplo, dois mil e quinhentos servidores estariam recebendo indevidamente a regência de classe, concedida apenas a professores em sala de aula. Seriam dois milhões e quinhentos mil reais que poderiam ser revertidos para conceder o reajuste solicitado pela categoria. A equiparação do piso salarial estadual ao nacional vai custar quase seis milhões de reais ao estado.
Outro assunto que o estado está tentando administrar é lei 1540 do executivo aprovada pela Assembleia Legislativa. A categoria diz que a legislação muda os critérios de reposição salarial na data base. De acordo com o sindicato, o governo passa a ter autonomia para determinar os reajustes. Antes o aumento era calculado em índices de indexação como IBGE e IPC. A procuradoria do estado está revendo a legislação junto com o sindicato.

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