Depois que a obrigatoriedade do diploma foi dispensa a situação só está piorando. Conversei com várias pessoas que estão na academia fazendo jornalismo e esses estudantes estão desestimulados. O mercado local não prima por pessoas formadas. Sem a exigência do diploma o que vemos é uma baixa qualidade no que é oferecido a população.
O mercado está se fechando . Os empresários da comunicação não investem em pessoal.
No SBT, por exemplo, o cinegrafista sai sozinho pra rua sem repórter. Ao mesmo tempo que grava, faz a entrevista. Ali poderia estar um jornalista formado recebendo seu salário justo. Na rede Record são poucas equipes. Quem trabalha lá está sobrecarregado.
Funcionários da TV Equatorial, dona do sinal da Record News, reclamam do tipo de contrato estabelecido. Reporter é contratado como secretária. Salário: Um mínimo na carteira.
O Sindicato dos Jornalistas do Amapá vai formalizar uma denuncia na Superintência do Trabalho para que seja realizada uma fiscalização nas empresas de comunicação
2 comentários:
O jornalismo amapaense precisa amadurecer. Acontece que muitos empresários de comunicação não levam a sério essa profissão. Na verdade, eles não conhecem a essência e a trajetória de lutas e rebeldia contra a mordaça. Você tem razão, é importante a academia, mas não depende só disso, até porque vc pode entrar nela e sair pronto pra extorquir, ou pode sair da mesma forma que entrou: "sem nenhum conhecimento que seja útil", ou pode sair com muito a oferecer pra si próprio e pra sociedade. Só depende de nós estudarmos e entendermos a fundo o que é ser jornalista e porque estamos nesse mundo bandido.
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