21.5.11

Greve dos professores vai continuar



O Sindicato da categoria decidiu manter a greve. O movimento é legal. Os professores pedem a equiparação do piso estadual ao nacional, que traria um ganho real de 16 por cento independente da  classificação na tabela de cargos e carreiras.
O Sinsepeap diz que o governo tem como garantir a equiparação.
O Gea diz que enfrenta uma avalanche de dívidas e grave problema financeiro e neste momento não tem como atender as reivindicações.

Por enquanto ainda não vimos meio termo por parte do Gea e Sindicato.
Nossos filhos que estudam em escolas públicas são os punidos pela falta de entendimento.
Eles perdem aulas que dificilmente vão ser repostas com qualidade. O calendário escolar vai ser atropelado. O nível de educação dos mais de duzentos mil estudantes vai caindo, caindo...



Nota do SINSEPEAP

Sindicato é pra lutar. Para isso deve ser independente de governos, patrões e partidos políticos (ainda que socialistas). Discordo da avaliação de que os docentes da rede estadual ficaram inertes diante do arrocho do governo Waldez eles resistiram e lutaram. É fato que sucessivas diretorias do SINSEPEAP sempre estiveram, em especial no governo anterior, do lado do governo e contra a categoria (docentes são categorias: um fragmento da classe trabalhadora) e, por isso, sempre que a base e a oposição consequente da direção levantavam suas reivindicações (como reajustes) sempre havia logo uma reação para desmobilizar e "negociar por cima". 
Os docentes da oposição que se organizam na Conlutas-AP sempre denunciaram o arrocho dos últimos governos estaduais e os descasos (como a contratação precária - sem concurso público para docente efetivo - expressa seja em contratos diretos com os professores ou via empresas privadas, como fez o governo Cabiperibe, antes de Waldez). 
Certamente a luta sempre incomodará os governos ("socialistas" ou não). O certo é que precisamos ter clareza de quem defendemos: a classe trabalhadora ou o "Estado".
Cordialmente,
André Guimarães
Prof. de Política Educacional



Um comentário:

Cecilia Monteiro disse...

Meu nome é Cecília Monteiro e estou sentada em minha cadeira, na minha sala de aula, esperando uma aula, aula essa que a mais de uma semana não tenho. Será que vai se repeti o mesmo do que no ano passado? Será que ninguém resolve esses problemas? Será que ninguém tem peito para tomar uma posição? Há lembrei, não é peito é vergonha na cara, ninguém tem moral nesse estado onde roubar os cofres públicos é banal, e ser político é sinônimo de riqueza e poder. Fica difícil lutar contra tudo e todos, pois às vezes me sinto roubada, me sinto privada e excluídas dos meus direitos, nesta briga de cachorros grades, onde cada um puxa a brasa para sua sardinha: E eu que não tenho nem rede, vivo dessas migalhas, ou seja, vivia que até isso estão me tirando, a migalha do saber. Outro dia numa reportagem um professor disse” pode ser juiz, desembargador ou medico todos passam por uma sala de aula, ou seja, por nós” por isso devemos ganhar bem. Agora me pergunto como posso chegar ate lá, pois estou no 2◦ano do 2◦grau, e no ano passado com tanta greve me passaram faltando tanta matéria (assunto) onde deixei de aprender. Matéria essa que vai fazer falta amanhã, fico mais indignada ainda com essas classes que não sei mais se chamo de mestres ou simplesmente professores, pois quando pequena meus pais me ensinaram, que a escola era nossa segunda casa, e que nossos professores eram nossos 2◦ pais. Agora fico me perguntando que pais são esses que deixam seus filhos sem aprendizado? Que escola e essa que deixa seus moradores sozinhos? Hoje é difícil definir essa profissão que ontem foi tão sublime ao ponto de compararmos aos nossos pais. Hoje descobrir que mais que mestre, professor a melhor definição para vocês é “Mercenários”.